
Uma civilização em que o indivíduo é valorizado, e que por isso alivia-se a luta pela sobrevivência, a busca pelas necessidades essenciais e o constrangimento, tem a felicidade como a própria vida. Pode-se dizer que ser feliz é a principal ideologia de nossa cultura de massa.
No seio de nossa sociedade está a imagem do homem que busca conforto e não a luta, que tende a se satisfazer com as possibilidades da tecnologia em detrimento ao natural, do homem pai de família que tem uma vida afortunada por poder ter as coisas.
Nossa indústria de massa nos leva ao consumo como fonte de prazer. Não só o consumo material, mas o consumo de tudo que nos cerca. Um filme, uma novela, os contos que lemos para nossas crianças, todos tendem a mostrar o amor como fonte de felicidade. Mostram o happy end, o fim feliz que vem após muito tempo de desconforto. Fato é que, em nossa sociedade massificada, o final feliz é a eternização dos momentos presentes de felicidade, a busca pela satisfação não é centrada na esperança, e sim no agora. Os afetos são consumidos, assim como se estivessem em uma pratileira esperando para serem utilizados, reciclados e reutilizados.

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